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domingo, 8 de março de 2026
DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Simone de Beauvoir
Vou destacar para que a lembrança da data tenha sentido o nome de Simone de Beauvoir
Sua obra mais conhecida, que a consagrou, é Segundo Sexo de 1949, uma análise detalhada da opressão das mulheres e um tratado fundamental do feminismo contemporâneo,
Escreveu também ensaios, biografias, autobiografia e monografias sobre filosofia, política e questões sociais.
Mas ela também foi romancista e escreveu os romances A Convidada e Os Mandarins
E é como tal , em especial, fazendo companhia ao escritores e escritoras presentes em nosso grupo que entendemos justificável saudar a data
quarta-feira, 4 de março de 2026
COLLIERS WOOD INTERNATIONAL UKELELE ORCHESTR - Corinne Cgc
Corinne Cgc é uma amiga francesa que conheci em Londres e que tem uma dedicada atenção à Fotografia. .
A imagem da foto é em Colliers Wood, bairro de Londres, no qual permaneci quase dois meses e que me inspirou a escrever crônicas, fotografar e até mesmo dar aula de espanhol
domingo, 1 de março de 2026
ANIVERSÁRIO DE UM APOIADOR
ANDRÉ HUYER tem sido um habitué da GALERIA CÂMARA , mora em Porto Alegre mas sempre que vem para a região nos faz uma visita.
Agora estava por Punta del Diablo e está de aniversário.
Ele é arquiteto, tem um consistente currículo na questão patrimonial e sempre é bom lembrar que foram dele dois Pareceres, muito importantes e que poderiam ter sido decisivos, nos processos do REBOCADOR A VAPOR SILVEIRA MARTINS e do ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO que permitiram , nestes processos que eu estava movendo no Ministério Público, que eles tivessem um fôlego importante.
No caso do ENTORNO seu Parecer levou inclusive o promotor a sustar, num dado momento, as obras de asfaltamento.
Em suas visitas foi o primeiro a dispor da nossa camiseta com a qual já vem circulando nos círculos artísticos e culturais de Pelotas e de Porto Alegre.
Na foto segura o livro HAVANA 63 de César Dorfman que nos deixou para a Biblioteca da Galeria.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
ANIVERSÁRIO DE UM ARTISTA - Alex Lettnin
sábado, 14 de fevereiro de 2026
MARIO SCHUSTER, UMA DAS ÂNCORAS DA CÂMARA CLARO, PELO MUNDO
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
O BULE MONSTRO- Manoel Magalhães
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No coração de Pelotas, onde o passo apressado das pessoas se misturava ao rangido antigo das calçadas, havia um lugar que não cabia apenas numa vitrine: o Bule Monstro. Não era só um bazar. Era uma pausa no tempo.
Entrar no Bule Monstro exigia certa disposição para o espanto. Logo na porta, os tecidos pendiam como bandeiras de países imaginários — sedas cansadas de festas, algodões que já tinham ouvido confidências, rendas que pareciam guardar a respiração das antigas salas de visita. Havia cores que não se usam mais, tons que só sobrevivem na memória das avós e nos sonhos de costureiras solitárias.
Mais ao fundo, os lustres. Ah, os lustres. Cristais que capturavam a luz do meio-dia e a devolviam em fragmentos, como se o sol tivesse sido quebrado em pequenos segredos. Alguns pendiam baixos, quase tocando as cabeças, obrigando o visitante a baixar o corpo — gesto involuntário de reverência. Outros, altos e majestosos, pareciam esperar um salão que nunca mais viria.
O Bule Monstro vendia também o inútil essencial: puxadores, porcelanas, copos de cristal com uma lasca na borda, mas ainda assim belíssimos. Objetos que não pediam urgência, apenas companhia. Coisas que não gritavam “compre-me”, mas sussurravam “lembre-se”.
Os vendedores conheciam o silêncio. Sabiam quando falar e, principalmente, quando não interromper o diálogo invisível entre o freguês e um pedaço de tecido antigo ou um lustre que já iluminara outros rostos. Ali, comprar era quase secundário; o principal era tocar o passado com a ponta dos dedos.
O nome — Bule Monstro — sempre pareceu uma provocação afetuosa. Um bule desproporcional, talvez, capaz de servir chá para uma cidade inteira, ou um monstro manso, feito de memória, poeira e brilho. Nada ali era assustador; o estranho era, antes, familiar demais.
Quando fechou, não foi apenas um comércio que se foi. O centro de Pelotas perdeu um dos seus espelhos mais delicados, aquele que refletia não o presente apressado, mas o tempo que insiste em ficar. Ainda hoje, quem passa por aquele trecho da rua jura ver, no reflexo das vitrines vizinhas, um lampejo de cristal — como se o Bule Monstro continuasse aceso, iluminando discretamente a memória da cidade.
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
15 PINTURAS FAMOSAS SOBRE O NATAL
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
NATAL, MANJEDOURA E A MISSA DO GALO de Machado de Assis
NUNCA PUDE entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite. A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
FESTIVAL CINEMA FRANCES
Em Pelotas, a programação ocupa o Cineflix entre 27/11 e 03/12,
sábado, 29 de novembro de 2025
REFORMAS NA GALERIA
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
O BULE E O MONSTRO - Pena Cabreira
Na década de 60, em Pelotas, o menino com seus quatro ou cinco amigos, todos
moradores do centro, costumava perambular à noite pelas ruas seguras do comércio
parando de vitrine em vitrine onde praticavam um jogo pra lá de infantil, uma disputa.
Eles escolhiam para si os melhores produtos expostos - um por vitrine, e a cada vitrine
alternavam quem seria o primeiro a escolher, num rodízio. Ao fim do passeio, quem
“adquirisse” o melhor conjunto de produtos seria o ganhador daquela expedição. Essa
brincadeira ingênua e divertida tomava proporções surreais quando os moleques se
aproximavam do seu ponto final enquanto contabilizavam as “aquisições” de cada um.
O anúncio do vencedor da noite era feito exatamente na esquina da Andrade Neves
com a Sete de Setembro onde se deparavam e se encantavam com um bule gigantesco
pendurado na esquina de um bazar que tinha um nome assustador para aquela
piazada lotada de fantasias: Bule Monstro. E era realmente um objeto de proporções
estupendas pra aquela mandizada diminuta, mas não só, parecia ter sido extraído de
uma Alice no País das Maravilhas desenhado por um ilustrador gótico da pesada. Era
um bule realmente monstruoso, todo em ferro vazado com seus buracos preenchidos
com pedaços de vidros coloridos mas que, quando acesa a luz interna se transformava
num enorme e maravilhoso mosaico, numa jarra tridimensional luminosa e
multicolorida, mágica!
Era ali, no meio-fio da calçada sob luzes matizadas que se desembestava o
deslumbramento, começava a contação de histórias terrivelmente tenebrosas,
sanguinolentas e violentamente assustadoras, todas partindo do mesmo princípio: o
gigantesco monstro que dormia durante o dia no porão da Biblioteca Municipal e na
calada da madrugada saia pela rua Quinze de Novembro até aquela esquina para
servir-se de chá no seu querido Bule Monstro enquanto degustava transeuntes
desavisados das noites profundas, seu alimento predileto. Nenhum dos guris duvidava
daquela premissa que eles mesmo haviam inventado, uma mitologia tão convincente
que tinha até prova concreta - o bule! E mais, ele era colorido e luminoso porque o
monstro era meio cegueta e as cores brilhantes o ajudavam a localizá-lo. A partir daí,
cada um dos meninos se esforçava em superar o outro em histórias escabrosas
descendo vertiginosamente pelos calabouços da imaginação rumo ao medo. Até que,
algum deles começava a olhar ao redor e ao perceber que a noite apertava, lembrava
que a “hora do monstro” estava próxima e que era melhor ir embora, os outros riam,
debochavam, o acusavam de cagão, mas todos - um a um – dissimuladamente iam se
levantando, se despedindo e tomando o rumo de casa. Cada um carregando sua
porção de invenção e medo dentro de si.
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
UMA CONVERSA COM JOICE LIMA
Ontem tivemos a visita de JOICE LIMA que volta a se integrar ao nosso grupo .
Eu a conheci quando acompanhava o grupo de teatro do IFSul dirigido por Valter Sobreiro Junior no qual Joice era atriz e eu fazia a fotografia
Como resultado deste trabalho me foi possível montar uma exposição, que percorreu, acompanhando as apresentações da peça,várias cidades do Rio Grande do Sul, inclusive Porto Alegre, chegando ir a Montevideu
A visita da Joice representa um passo significativo no sentido de ter dentro da proposta da Câmara Clara representantes dos vários setores de nossa Arte e Cultura, sendo Joice na Literatura uma representante determinada e talentosa.
Dentro das possibilidades de tempo e das condições, passamos a avaliar um momento em que, ainda este ano, possamos programar um evento com sua presença
Joice Lima é bacharel em Jornalismo (UFSM), licenciada em Teatro (UFPel) e especialista em Educação (IFSUL-Pelotas). Mora em Pelotas/RS, onde trabalha como jornalista na Secretaria de Comunicação do Município. Também é atriz, diretora de teatro e dramaturga. É fluente em inglês e espanhol.
Tem publicados quatro romances: os dramas contemporâneos Café Cortado (2021) e Hortênsias de Agosto (2018); o autobiográfico Uma gaúcha em Madri (2008, reeditado em 2020) e o thriller psicológico Amor doentio de mãe (2006, reeditado em 2022), além da comédia teatral adulta Depois do Happy Ending (2008, reeditado em 2020). Em 2023 lançou o primeiro livro de contos, De amor, de ódio e outras invenções, e em 2024, o primeiro livro infantil, O menino brilhante.
Integra as coletâneas De Quatro (2021), Aguaceiro (2023), Poção Literária (2024), Feitos de Luz e Sombras (2025) e Dramaturgia em Processo (2010).



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