sexta-feira, 24 de abril de 2026
ATTENTION AU CHIEN - Corinne CGC
domingo, 19 de abril de 2026
domingo, 8 de março de 2026
DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Simone de Beauvoir
Vou destacar para que a lembrança da data tenha sentido o nome de Simone de Beauvoir
Sua obra mais conhecida, que a consagrou, é Segundo Sexo de 1949, uma análise detalhada da opressão das mulheres e um tratado fundamental do feminismo contemporâneo,
Escreveu também ensaios, biografias, autobiografia e monografias sobre filosofia, política e questões sociais.
Mas ela também foi romancista e escreveu os romances A Convidada e Os Mandarins
E é como tal , em especial, fazendo companhia ao escritores e escritoras presentes em nosso grupo que entendemos justificável saudar a data
quarta-feira, 4 de março de 2026
COLLIERS WOOD INTERNATIONAL UKELELE ORCHESTR - Corinne Cgc
Corinne Cgc é uma amiga francesa que conheci em Londres e que tem uma dedicada atenção à Fotografia. .
A imagem da foto é em Colliers Wood, bairro de Londres, no qual permaneci quase dois meses e que me inspirou a escrever crônicas, fotografar e até mesmo dar aula de espanhol
domingo, 1 de março de 2026
ANIVERSÁRIO DE UM APOIADOR
ANDRÉ HUYER tem sido um habitué da GALERIA CÂMARA , mora em Porto Alegre mas sempre que vem para a região nos faz uma visita.
Agora estava por Punta del Diablo e está de aniversário.
Ele é arquiteto, tem um consistente currículo na questão patrimonial e sempre é bom lembrar que foram dele dois Pareceres, muito importantes e que poderiam ter sido decisivos, nos processos do REBOCADOR A VAPOR SILVEIRA MARTINS e do ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO que permitiram , nestes processos que eu estava movendo no Ministério Público, que eles tivessem um fôlego importante.
No caso do ENTORNO seu Parecer levou inclusive o promotor a sustar, num dado momento, as obras de asfaltamento.
Em suas visitas foi o primeiro a dispor da nossa camiseta com a qual já vem circulando nos círculos artísticos e culturais de Pelotas e de Porto Alegre.
Na foto segura o livro HAVANA 63 de César Dorfman que nos deixou para a Biblioteca da Galeria.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
ANIVERSÁRIO DE UM ARTISTA - Alex Lettnin
sábado, 14 de fevereiro de 2026
MARIO SCHUSTER, UMA DAS ÂNCORAS DA CÂMARA CLARO, PELO MUNDO
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
O BULE MONSTRO- Manoel Magalhães
%2017.42.55_1d175bd0.jpg)
No coração de Pelotas, onde o passo apressado das pessoas se misturava ao rangido antigo das calçadas, havia um lugar que não cabia apenas numa vitrine: o Bule Monstro. Não era só um bazar. Era uma pausa no tempo.
Entrar no Bule Monstro exigia certa disposição para o espanto. Logo na porta, os tecidos pendiam como bandeiras de países imaginários — sedas cansadas de festas, algodões que já tinham ouvido confidências, rendas que pareciam guardar a respiração das antigas salas de visita. Havia cores que não se usam mais, tons que só sobrevivem na memória das avós e nos sonhos de costureiras solitárias.
Mais ao fundo, os lustres. Ah, os lustres. Cristais que capturavam a luz do meio-dia e a devolviam em fragmentos, como se o sol tivesse sido quebrado em pequenos segredos. Alguns pendiam baixos, quase tocando as cabeças, obrigando o visitante a baixar o corpo — gesto involuntário de reverência. Outros, altos e majestosos, pareciam esperar um salão que nunca mais viria.
O Bule Monstro vendia também o inútil essencial: puxadores, porcelanas, copos de cristal com uma lasca na borda, mas ainda assim belíssimos. Objetos que não pediam urgência, apenas companhia. Coisas que não gritavam “compre-me”, mas sussurravam “lembre-se”.
Os vendedores conheciam o silêncio. Sabiam quando falar e, principalmente, quando não interromper o diálogo invisível entre o freguês e um pedaço de tecido antigo ou um lustre que já iluminara outros rostos. Ali, comprar era quase secundário; o principal era tocar o passado com a ponta dos dedos.
O nome — Bule Monstro — sempre pareceu uma provocação afetuosa. Um bule desproporcional, talvez, capaz de servir chá para uma cidade inteira, ou um monstro manso, feito de memória, poeira e brilho. Nada ali era assustador; o estranho era, antes, familiar demais.
Quando fechou, não foi apenas um comércio que se foi. O centro de Pelotas perdeu um dos seus espelhos mais delicados, aquele que refletia não o presente apressado, mas o tempo que insiste em ficar. Ainda hoje, quem passa por aquele trecho da rua jura ver, no reflexo das vitrines vizinhas, um lampejo de cristal — como se o Bule Monstro continuasse aceso, iluminando discretamente a memória da cidade.
l




%2012.13.27_936472d1.jpg)


