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sábado, 31 de outubro de 2026

A VISITA DE WALBERTO CHUVAS

 



Uma visita de longa data esperada ocorreu hoje, a de Walberto Chuvas .
Integrante do grupo de teatro Vinte prás Oito que tinha como diretor Cláudio Penadez , reside há muitos anos em Porto Alegre.
Eu tive oportunidade de fotografar o grupo em várias oportunidades trabalho que resultou numa exposição CONTRALUZES exposta no saguão do Teatro Sete de Abril em uma de suas reaberturas. 
A conversa que há muito tempo não mantínhamos recomeçou como se tivesse sido interrompida ainda ontem. 
Alinhavados da conversa alguns encaminhamentos.
Vamos aguardar os resultados

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

MÁRIO SCHUSTER & PENA CABREIRA - DOIS ARTISTAS DE DESTAQUE

 

MARIO SCHUSTER

Mário Schuster e Pena Cabreira são dois artistas pelotenses de prestígio consolidado e que tem sido ambos muito presentes no espaço da GALERIA CÂMARA CLARA.
Estamos reservando, mais adiante, uma data para termos ainda mais marcantes suas participações. 

domingo, 4 de outubro de 2026

COMPOSIÇÃO DE THIAGO PERDIGÃO APRESENTADA EM SÃO PAULO

 


Trecho da estreia da composição "Fantasia sobre o Tema Regium - opus 47", pelo flautista Lucas Herrera, em ocasião do evento Flauteios, em São Paulo!


https://www.facebook.com/watch/?v=1083000204625603

domingo, 30 de agosto de 2026

Há um rio subterrâneo que corre - Maria Clara Michels.

Um rio subterrâneo corre por dentro de mim.
Nos dias ímpios, de voragem, obstinação, sorvedouro, remoinho, turbilhão, vai arrancando terra, troncos, galhos, vai derrubando e tragando gente, plantas, bichos, vai desbarrancando ribanceiras e matas, vai fazendo gritarem, enlouquecidos, os macacos nas árvores, as aves emplumadas, os jacarés que perambulam pelas margens.
Nos dias de fúria, de tropelia, de tragadeiro, de voracidade, de abismo, vai cortando e despedaçando o que encontra pela frente, vai sorvendo seu próprio leito, vai destruindo as plantas que impedem a erosão das margens, vai botando abaixo qualquer bicho, qualquer casinhola de pescador, de ribeirinho, vai jogando longe pedras e paus, os peixes e as tartarugas, os corpos dos desavisados e os pequenos barcos e canoas que teimam em singrar as águas intranquilas.
Nesses dias, de resvaladouro e perambeira, arrasta tudo e come com sua fúria, afoga até o último despojo, não deixa pedra sobre pedra, traga, consome, destrói, mastiga e engole, só devolvendo o que não mais lhe cabe, o que não mais lhe sabe, o que não mais lhe fica nas profundezas do estômago líquido.
E nesses dias todos lhe escutam o berro, o grito, o estrondo que as águas perpetuam em ecos e estragos, o avassalador passar pelas margens rompidas, pelos diques destruídos, pelas pontes derrubadas. É um urro de fera, uma explosão de coisa ferida, um gigantesco bramido de revolta e de dor inglória. Nada segura, nada acalma, nada tranquiliza essa rebeldia, essa luta insana contra as margens que o oprimem, contra o espaço que o aprisiona. Nada sossega essas águas revoltas e violentas.
Mas há tempos e são muitos, em que este rio sem nome corre sereno no seu leito, sussurrando para os botos e pequenos peixes de todas as cores, abraçando suas margens e beijando delicadamente os pés nus de quem se aproxima da água.
Tempos em que sacia a sede e cede seus dons e dádivas para matar a fome, tempo em que envolve e afaga corpos acalorados, em que recebe com afeto braços e pernas, corpos e barcos. Tempos de suavidade e fartura, de limpidez e calma, de deslizar manso pela sua própria estrada, seu próprio caminho, de percorrer murmurante o seu trajeto, de tocar com languidez as pontes e os diques, as pedras das cascatas, as árvores e a vegetação que o abraçam de volta...
Tempos, dias, de embalar o riso das crianças que se jogam das margens, que se balançam em boias coloridas, que disputam o melhor lugar ao sol na areia clara que o cerca. Tempo de oferecer refrigério e guarida, sombra e folguedos, distração e encanto.
Há esse rio subterrâneo que corre por dentro de mim. E ele se mostra furioso e indomado ou amável e terno, conforme a mão que se estende e o toca, abrupta ou gentil, como o rio mesmo reage às intempéries, ao vento, às mãos que o acariciam e protegem ou às mãos que o hostilizam, agridem, exploram e despojam.



sábado, 29 de agosto de 2026

PHELLINE, a linha de jóias que a SUETO acompanha de perto


 Na foto, no ambiente da Galeria,  ROSI FERRAZ designer das jóias e JULLIA PAFIADACHE designer da GALERIA CÂMARA CLARA .
A SUETO, mentora do felinismo, acompanha atenta o movimento.   

terça-feira, 18 de agosto de 2026

10 ANOS DO LUX SONORA COM IVANOV BASSO NO PROGRAMA - EM PORTO ALEGRE

 

LUX SONORA CELEBRA 10 ANOS COM O CONCERTO “NOVOS ARES” – A música barroca encontra a pulsação do pampa, a tradição erudita de séculos atrás dialoga com as melodias e afetos do Rio Grande do Sul no show do próximo sábado, 22/8, 18h, com entrada franca.
Em uma noite especial no projeto Ecarta Musical, o público é convidado a experimentar o encontro de obras imortais de Claudio Monteverdi, Barbara Strozzi, Georg Friedrich Händel, Henry Purcell e Joseph-Bodin de Boismortier com a riqueza do cancioneiro gaúcho e composições contemporâneas, como “Réquiem das Águas” (Cuca Medina) e “Novos Ares” (Ivanov Basso).
Uma celebração que prova que a música atravessa o tempo sem perder a força de se reinventar.
Venha prestigiar esse momento de celebração coletiva, delicadeza e vigor rítmico. Esperamos você! Transmissão ao vivo pelo canal da Fundação Ecarta no YouTube.
#OrquestraLuxSonora #NovosAres #EcartaMusical #FundacaoEcarta #MusicaDeCamara #MusicaBarroca #MusicaGaucha #CulturaPOA #PortoAlegre #ConcertoGratuito
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sexta-feira, 8 de maio de 2026

MULHERES QUE FOTOGRAFAM - Janice Pereira

 

Janice Pereira dá os primeiros passos na Fotografia.
Recentemente participou de uma exposição em Canela região que tem sido o tema de suas fotos.             
Emprega o celular como equipamento e dá demonstrações com os elementos que dispõe no momento que pode avançar bastante para novas etapas.      



domingo, 8 de março de 2026

FOTOGRAFIA - DANIELA XU

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Simone de Beauvoir

 

Na data que se estabelece como DIA INTERNATIONAL DA MULHER  seriam infindáveis os  comentários possíveis de serem feitos.

Vou destacar para que a lembrança da data tenha sentido o nome de Simone de Beauvoir 

 Sua obra mais conhecida, que a consagrou, é  Segundo Sexo  de 1949, uma análise detalhada da opressão das mulheres e um tratado fundamental do feminismo contemporâneo,

Escreveu também ensaios, biografias, autobiografia e monografias sobre filosofia, política e questões sociais.

Mas ela  também foi romancista e escreveu os romances A Convidada e Os Mandarins

E é como tal , em especial, fazendo companhia ao escritores e escritoras  presentes em nosso grupo que entendemos justificável saudar a data

quarta-feira, 4 de março de 2026

COLLIERS WOOD INTERNATIONAL UKELELE ORCHESTR - Corinne Cgc

 

Corinne Cgc é uma amiga francesa que conheci em Londres e que tem uma dedicada atenção à Fotografia.  .
A imagem da foto é em Colliers Wood, bairro de Londres, no qual permaneci quase dois meses e que me inspirou a escrever crônicas, fotografar e até mesmo dar aula de espanhol  

domingo, 1 de março de 2026

ANIVERSÁRIO DE UM APOIADOR

 

ANDRÉ HUYER tem sido um habitué da GALERIA CÂMARA , mora em Porto Alegre mas sempre que vem para a região nos faz uma visita.
Agora estava por Punta del Diablo e está de aniversário.

Ele é arquiteto,  tem um consistente currículo na questão patrimonial e sempre é bom lembrar que foram dele dois Pareceres, muito importantes e que poderiam ter sido decisivos,  nos processos do REBOCADOR A VAPOR SILVEIRA MARTINS e do ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO que permitiram , nestes processos que eu estava movendo no Ministério Público, que eles tivessem um fôlego importante. 

No caso do ENTORNO seu Parecer levou inclusive o promotor a sustar, num dado momento, as obras de asfaltamento.
Em suas visitas foi o primeiro a dispor da nossa camiseta com a qual já vem circulando nos círculos artísticos e culturais de Pelotas e de Porto Alegre.
Na foto segura o livro HAVANA 63 de César Dorfman que nos deixou para a Biblioteca da Galeria. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ANIVERSÁRIO DE UM ARTISTA - Alex Lettnin

 


A gravura é de ALEX LETTNIN . baseada numa foto de P.R.Baptista, e representa a GATA SUETO, tranquilamente deitada com a perna dependurada no degrau, e foi utilizada em um dos calendários da felina.
O Alex é um dos primeiros integrantes do grupo da GALERIA CÂMARA CLARA e o conheço desde a época em que foi meu aluno de Física do atual IFSul.
Neste momento cursa mestrado em Filosofia e  se dedica ,como diz, full time à sua arte voltado em particular ao desenho e à xilogravura.    
E, hoje, é a data de seu aniversário.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

MARIO SCHUSTER, UMA DAS ÂNCORAS DA CÂMARA CLARO, PELO MUNDO

 


MÁRIO  SCHUSTER tem sido, desde os primeiros momentos da GALERIA CÃMARA CLARA, no decorrer do movimento pela preservação da pavimentação do ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO,  uma parceria muito importante.
 Particularmente, com relação ao seu trabalho artístico, tenho uma particular atenção pela proposta que desenvolve em que se mantém uma referência renovada ao figurativismo e ao trabalho humano. 
Não só ele mas também todos nós estamos de parabéns por tê-lo em nossa companhia.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

O BULE MONSTRO- Manoel Magalhães

 

No coração de Pelotas, onde o passo apressado das pessoas se misturava ao rangido antigo das calçadas, havia um lugar que não cabia apenas numa vitrine: o Bule Monstro. Não era só um bazar. Era uma pausa no tempo.

Entrar no Bule Monstro exigia certa disposição para o espanto. Logo na porta, os tecidos pendiam como bandeiras de países imaginários — sedas cansadas de festas, algodões que já tinham ouvido confidências, rendas que pareciam guardar a respiração das antigas salas de visita. Havia cores que não se usam mais, tons que só sobrevivem na memória das avós e nos sonhos de costureiras solitárias.

Mais ao fundo, os lustres. Ah, os lustres. Cristais que capturavam a luz do meio-dia e a devolviam em fragmentos, como se o sol tivesse sido quebrado em pequenos segredos. Alguns pendiam baixos, quase tocando as cabeças, obrigando o visitante a baixar o corpo — gesto involuntário de reverência. Outros, altos e majestosos, pareciam esperar um salão que nunca mais viria.

O Bule Monstro vendia também o inútil essencial: puxadores, porcelanas, copos de cristal com uma lasca na borda, mas ainda assim belíssimos. Objetos que não pediam urgência, apenas companhia. Coisas que não gritavam “compre-me”, mas sussurravam “lembre-se”.

Os vendedores conheciam o silêncio. Sabiam quando falar e, principalmente, quando não interromper o diálogo invisível entre o freguês e um pedaço de tecido antigo ou um lustre que já iluminara outros rostos. Ali, comprar era quase secundário; o principal era tocar o passado com a ponta dos dedos.

O nome — Bule Monstro — sempre pareceu uma provocação afetuosa. Um bule desproporcional, talvez, capaz de servir chá para uma cidade inteira, ou um monstro manso, feito de memória, poeira e brilho. Nada ali era assustador; o estranho era, antes, familiar demais.

Quando fechou, não foi apenas um comércio que se foi. O centro de Pelotas perdeu um dos seus espelhos mais delicados, aquele que refletia não o presente apressado, mas o tempo que insiste em ficar. Ainda hoje, quem passa por aquele trecho da rua jura ver, no reflexo das vitrines vizinhas, um lampejo de cristal — como se o Bule Monstro continuasse aceso, iluminando discretamente a memória da cidade.

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